Como o petróleo pode ser a peça principal do conflito

Nos últimos dias o mundo assistiu a crescente tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela. Há pouco mais de uma semana, o presidente americano, Donald Trump, enviou 4 destroieres e 4.500 fuzileiros navais para as águas do Caribe, bem próximo da costa venezuelana. A premissa dessa ação é o combate aos quartéis de drogas latino-americanos que são considerados uma ameaça à segurança dos EUA.

O presidente Nicolas Maduro, já declarou que irá defender a Venezuela contra o “imperialismo americano”.

Porém, o que nenhum dos lados parece querer admitir é que a Venezuela é a maior reserva de petróleo do mundo. Até a década de 70 era um dos maiores exportadores de petróleo do planeta, perdendo apenas para a Arábia Saudita. Desde a chegada da Standard Oil no país no começo do século 20, a Venezuela era um a peça importante da economia americana.

Claro que um status como esse não passaria despercebido por um país que tem fama de ter enriquecido com petróleo às custas de outros países, sempre com a premissa de trazer democracia, liberdade e segurança.

Foi no começo da década de 80, que as empresas americanas, Gulf Oil e Texaco, perderam a concessão e tiveram que ceder a um movimento internacional de nacionalização de petróleo incentivado pelos países membros da OPEP. Foi a partir desse momento que iniciou-se um longo e contínuo processo de tarifas e embargos contra a Venezuela que chegam ao seu ápice hoje em dia no governo de Maduro, mas que tiveram início com Hugo Chavez no começo dos anos 2000.

A soma desses eventos, impulsionados por fatores estrangeiros, políticas econômicas fechadas, enfraquecimento democrático e escândalos de corrupção, deteriorou a condição do país.

Por isso é importante olhar para esse cenário geopolítico com outros olhos. Não é uma simples troca de ameaças. Se trata de um embate por hegemonia política e econômica.


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