Enquanto o FED praticou um corte de 0,25% dos juros, o BC realizou a manutenção da Selic em 15%.

Como já era previsto para ambos países, o Federal Reserve realizou um corte de 0,25% na taxa de juros, deixando a banda entre 4% e 4,25%. Enquanto o Banco Central do Brasil manteve a taxa em 15%.

Do lado americano o mercado já esperava um corte, diante da incidência de Donald Trump em uma política de cortes e um acentuamento na política tarifária em relação ao último trimestre. As projeções revisadas para o PIB em 2025 são de 1,4% para 1,6%, com uma preocupação do FED para com o desemprego.

No lado brasileiro um cenário que já era previsível e que mostra cautela da política monetária do BC. A taxa Selic se manteve em 15% e a projeção é que se mantenha assim até o fim do ano. Gabriel Galípolo adota uma postura mais cautelosa e de controle da inflação.

Hoje o IPCA, que é o índice de preços que mede a inflação está em 4,8%, e a projeção é de 3,4% em 2026. Lembrando que a meta do governo era de 3%. Lembrando que em julho o governo registrou um déficit nominal de R$ 66,6 bilhões em julho, ante R$ 21,3% em comparação ao mesmo período de 2024, mostrando que a dívida nominal da união tem projetado crescimento, fato que dificulta um olhar otimista em relação aos juros.

O cenário internacional, com o recente embate entre Lula e Trump na questão tarifária, também ajudam a agravar a situação, já que um câmbio mais caro afeta diretamente a inflação.


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