Projeções mostram uma desaceleração em comparação ao primeiro semestre de 2025

Em meio à incertezas, nesta terça-feira (02/09), será divulgado o Produto Interno Bruto (PIB), que deve mostrar desaceleração significativa em comparação ao início do ano.
Os especialistas acreditam que diante de um cenário de aumento dos juros, IOF e política tarifária, a economia tende a desacelerar até o fim do ano.
Economistas da ASA Investimentos e do Banco Pine projetam um crescimento de 0,3% em relação ao 1º trimestre e de 2,1% na comparação anual.
Um fato importante para se observar é que a alta do primeiro semestre foi impulsionada pela agropecuária, com a supersafra, representando uma alta de 12,2%. Hoje a projeção é de retração de 1,7% em relação ao trimestre anterior. Parte disso, além do efeito de sazionalidade, se deve à política de tarifas dos Estados Unidos, que é um dos maiores importadores de produtos brasileiros do agro.
Na indústria, é prevista uma desaceleração, conforme dados do IBGE. Em junho, a produção industrial cresceu 0,1% em relação ao mês anterior, mas caiu 1,3% na comparação anual.
A formação bruta de capital fixo também apresentará um recuo, de aproximadamente 2,3%. Em consequência às ameaças de tributação de IOF, de Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio (LCIs e LCAs), tributação de dividendos e principalmente pela elevada taxa de juros.
Esse cenário de incertezas corrobora para que o PIB apresente uma desaceleração, ainda que o resultado possa ser positivo.

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